Acaba de ser lançado o novo CD da cantora Silvia Machete, o segundo de estúdio da sua carreira. No disco Silvia canta músicas próprias e parcerias com Erasmo Carlos, Hyldon, entre outros.Vai dar o que falar!
Esperando a Copa acabar, o Pato Fu anuncia que vai lançar novo disco. Chama-se Música de briquedo, e foi todo gravado com … brinquedos, instrumentos de brinquedo e instrumentos ligados à educação musical infantil, como flautas e afins. Promete ser um discão. Pra ir aquecendo os tamborins de brinquedo eles disponibilizaram dois vídeos no novo site com as regravações de Live and Let Die e Primavera.
Nina Becker vem aí. Depois de nos deixar mais de anos esperando pelo seu primeiro disco, ela prometeu e cumpriu: dois discos prontos. Ela não terá um, mas sim dois discos de estreia, diferentes no som e na forma que foram feitos. O projeto gráfico, assinado por João Bonelli e com fotos de Caroline Bittencourt, reflete essas diferenças. Por enquanto o que dá pra saber mais é sobre o projeto gráfico, na matéria que saiu na Vogue RG, o resto só vamos saber assim que os discos sairem, provavelmente depois da Copa.
O terceiro disco do Mombojó saiu ontem, quentinho do forno. Como sempre, disponível para download no site da banda. Alguns já dizem que é melhor do que Homem-Espuma, mas vamos escutar com calma, para ter uma opinião clara. Afinal, melhor que Homem-Espuma é uma acusação muito séria.
Neste programa apresentamos dicas para uma vida harmoniosa. Você será um ser muito mais equilibrado depois de escutar este programa. Sigam estes mestres: Céu, Os The Darma Lóvers, Arnaldo Antunes, Kassin, Lê Almeida, Novos Baianos, Gil e Nara.
Não é uma lista óbvia, muito menos definitiva, sobre guitarra. Talvez seja só a primeira de muitas. São algumas músicas, de estilos diferentes, que tem como base principal a guitarra, hhmmm, sem isso querer dizer Rock na veia ou solos de guitarra. Guitarra não é só isso, mas é também isso.
Começa com Luiz Melodia lá na década de setenta, e as maravilhas contemporâneas. Pula para o ano passado (2009): um Rockzinho do Numismata defendendo o samba, na voz: o mesmo Luiz Melodia. Aí tem os alagoanos do Coisa Linda Sound System numa das melhores do CD “Da vida e do mundo”. Depois tem Os The Darma Lóvers mandando ver no Rock Gente de classe.
Quem canta esse Rock distorcido e gritado é o trompetista Pedro Selector, que toca com BNegão no Seletores de Frequência. Na sequência a gente mata saudade de Carne de Segunda, com Caipira, e desemboca na guitarrada de Kassin+2, Água.
Pra terminar, um bloco americano e clássico, Lenny Kravitz com Slash em Always on the Run, e Jimi Hendrix Experience com Fire, do Are You Experienced?, que é o disco que define todo o Rock que todas as gerações seguintes buscaram, em atitude, e em textura.
A partir desta semana os programas da Rádio do Fusca passam a ser semanais.
Esta é mais uma seleção sem muita pretensão de juntar músicas dentro de um tema ou uma desculpa. Só músicas que grudaram no meu ouvido. Começa com a banda carioca Tono, que já sai colecionando elogios por aí com a despretenção da sua música. Quando você dança me lembrou na primeira audição Mombojó. Depois tem mais uma (é a quarta que toca aqui) música do Vagarosa, segundo CD da Céu, Cangote, que é o nome do EP que deu uma pitada do que seria Vagarosa. Depois tem uma das ótimas do último do Ludov, Caligrafia, que é um disco pior do que o anterior Disco Paralelo, mas ainda sim tem algumas pérolas.
Karina Buhr dispensa muitas apresentações e deixa a gente maluquinho pra escolher uma música só pra tocar aqui, começamos então por Avião aeroporto. Como o disco da Céu e do Cidadão Instigado, ainda vai rolar muito de Karina por aqui, com certeza. Depois tem a faixa mais vibrante do Hein?, Na multidão, da paulistana Ana Cañas, com participação do co-autor Arnaldo Antunes.
Rola um Julian Casablancas — que descobri que é duas semanas mais velho que eu — numa faixa bem oitentista, do seu solo Phrazes for the Young. E termina com mais uma do Uhuuu!, do Cidadão Instigado. Espero que todas as músicas dessa lista grudem no ouvido de vocês também.
Talvez alguns não se considerem enquadrados nesse termo, mas acho que, de uma forma ou de outra, todos dessa seleção tem uma relação forte com o samba e, conseguiram em suas carreiras levar ao gênero novas alternativas, fazendo um samba do século XXI. Mesmo a mais antiga da lista, a banda Mulheres q dizem sim, de Domenico, Pedro Sá, Maurício Pacheco e Palito, que começou e terminou no século passado.
Domenico aparece também com o +2, numa versão ao vivo e exclusiva de Te convidei pro samba, e também na banda de Rubinho Jacobina, a Força Bruta. Pedro Miranda canta Meio-tom, de Rubinho, e Clarice Magalhães, amiga de Pedro Miranda e Domenico, canta Juros de mora.
Pedro Sá produziu o disco de Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, mais influenciados por Mulheres q dizem sim do que o Los Hermanos.
Na lista ainda tem os paulistanos Céu, Kiko Dinucci e Maurício Pereira, e a carioca Antonia Adnet, com participação de Roberta Sá.
Não é toda hora que surgem ideias simples e geniais. Bruno Natal e Alexandre Matias do portal OEsquema iam fazer um disco de remixes pro verão, chamando artistas e djs. Ainda bem que mudaram de ideia, na verdade por falta de recursos e pra simplificar a coisa, e chamaram alguns artistas para gravarem versões baseadas em violão de músicas proprias. Ficou despretensiosamente muito bom. Disseram que sentiram um clima “águas de março”.
Na coletânea, que estão soltando aos poucos nos blogs URBe e Trabalho Sujo (de Bruno Natal e Alexandre Matias, respectivamente) tem Kassin, Nina Becker, Do Amor, Wado, Momo, João Brasil, Frank Jorge, Gabriel Thomaz, Curumin, Lulina, Burro Morto, Ava e Lucas Santtana. Acho que ainda tem mais. Estou coletando o que achei. Mas eles garantem que no final soltam todas juntas lá no OESQUEMA.
Pra começar cada lista é pessoal, não tem jeito, então por mais que eu diga que esta é a lista da Três ao Cubo, essa é uma lista pensada por mim com o que vivenciei este ano. Em segundo lugar, muitos discos ficaram de fora dessa lista porque foi um ano muito bom na música. Ano passado penei pra achar 20 discos. Este ano fiquei triste porque muitos ficaram de fora de uma lista de 27! Não é uma lista exclusivamente brasileira, mas é principalmente brasileira. E por último tenho que dizer que os quatro primeiros da lista poderiam estar empatados em primeiro lugar, mas preferi definir uma ordem.
Philippe Leon
27
Caetano e Banda Cê Zii e Zie
26
Bruno Morais A vontade superstar
25
Silvério Pessoa Ciclos
24
Otto Certa manhã acordei de sonos intranquilos
23
Erasmo Carlos Rock ‘n’ Roll
22
Lucas Santtana Sem nostalgia
21
Orquestra Brasileira de Música Jamaicana OBMJ
20
Julian Casablancas Phrazes for the Young
19
Wado Atlântico negro
18
Dan Auerbach Keep it Hid
17
Autoramas Desplugado
16
Coisa Linda Sound System Da vida e do mundo
15
Clarice Magalhães Clarice Magalhães
14
Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta Frascos, comprimidos e compressas
Além de trabalhar como designer, fazer camisetas, brincar de DJ uma vez por ano, e limpar as sujeiras do meu beagle, mantenho desde 2003 uma rádio virtual no meu site www.philippeleon.com.
Teve inicialmente a função de mostrar as possibilidades de streaming em sites para possíveis clientes. Depois começou a ser uma via de diálogo sobre música com os amigos. Fazia atualizações que começaram semanais, e foram se tornando esporádicas. Ficou meio esquecida por um tempo, e voltou à ativa tem mais um ano.
Agora no começo de 2010 resolvi atualizar a rádio de uma nova forma: criar um programa quinzenal de 30 minutos, com um tema ou não. O exercício de criar programas coerentes (ou nem tanto) é muito gostoso. Tenho vontade de transformar a maioria dessas músicas selecionadas em camisetas.
O primeiro programa foi ao ar no sábado de carnaval e foi um especial sobre o tema. No segundo fiz um pequeno apanhado de músicas que estava com vontade de compartilhar com as pessoas, não necessariamente coisas novas e fresquinhas. O terceiro programa foi ao ar hoje. Acabou de sair do forno!
Quem ainda não se rendeu aos encantos do som de Céu bom sujeito não é. Ainda é necessário comentar sobre, mesmo tendo sido lançado ainda no ano passado, e já ter dado tanto o que falar. Tudo no trabalho de Céu encanta, suas músicas, arranjos, sua malemolência, sua confiança, a imagem do seu som, e sua própria imagem, que é mais do que colírio.
Vagarosa é dez vezes melhor que o primeiro disco de Céu, de 2005, mesmo considerando que o primeiro é também um discaço!
três destaques sobre o amor e seu trabalho silencioso bubuia (com Anelis Assumpção e Thalma de Freitas) cordão da insônia
Mas é quase irresponsável apontar preferidas ou melhores músicas neste disco.
Wado chega ao quinto disco sem deixar a peteca cair. Afinal não é mais qualquer artista que lança dois discos de estúdio em dois anos mantendo (ou aumentando) a qualidade. Atlântico Negro é primo-irmão de Terceiro Mundo Festivo, seu antecessor, de 2008.
Em uma matéria para a Gazeta de Alagoas, Wado comenta o disco faixa a faixa.
três destaques Cordão de isolamento
a balada Frágil
a regravação funk carioca Rap Guerra no Iraque
Rockted (www.rockted.com.br) é uma banda carioca batalhando seu espaço merecido. Rafael, Eric, André e Rubem fazem um Pop Rock azeitado, pronto pra virar hit de verão. Preocupados não só com o som, mas também com a imagem, os shows contam sempre com projeções sincronizadas e eles estão a toda produzindo clipes, dos mais profissionais aos mais caseiros e criativos, como o da música Um pouco mais, no qual “mostrinhos” atacam de vocalistas. Vale a pena assistir (o vídeo está aí embaixo).
Os caras são tão profissas que já tinham até camisetas prontas. A TRÊS AO CUBO fechou uma parceria para vender estas camisetas, as do K grandão, masculina e feminina. A ideia é que em breve novas estampas baseadas nas músicas do Rockted pintem por aí.
Os caras são tão profissas que já tinham até camisetas prontas. A TRÊS AO CUBO fechou uma parceria para vender estas camisetas, as do K grandão, masculina e feminina. A ideia é que em breve novas estampas baseadas nas músicas do Rockted pintem por aí.
Para comprar as camisetas, vá direto à loja virtual da TRÊS AO CUBO: masculina e feminina.
Ontem rolou a exposição das camisetas da TRÊS AO CUBO no Pavão 2009, da ESDI. Foi uma experiência interessante para quem esteve por lá. As pessoas puderam pela primeira vez experimentar a música (e os textos) que inspiraram cada camiseta. Assista o vídeo da exposição:
Além de ouvir, as pessoas podiam, ao sair da exposição, comprar as camisetas.
Quem experimentou curtiu. Muitos ficavam longos minutos e iam de camiseta em camiseta, e ouviam a música que tinha em cada uma das sete, e liam os textos das duas camisetas dos Sete Novos.
Muitos ficaram curiosos e bisbilhotavam para saber de onde vinha a música, outros mantinham uma certa distância e não se atreviam em tocar nos fones de ouvido.
A seleção de músicas de mus(ic)as inspiradoras era a seguinte: Amor América (texto de Domingos Guimaraens), Diário de campo de Utah (segunda semana) (texto de Os Sete Novos: Augusto Guimaraens Cavalcanti, Domingos Guimaraens e Mariano Marovatto), Tenha um bom dia (música de Jonas Sá e Mariano Marovatto), Behind My Mind e Anormal (músicas de Jonas Sá), Nuvem negra e Buscador (do Momo), Sincerely Hot (do Domenico+2) e It’s Only Rock ‘n’Roll But I Like It (dos Stones).
As camisetas da TRÊS AO CUBO estarão em exposição nesta sexta, no Pavão. O evento, que está na sua décima nona edição, é uma mostra dos trabalhos extra-curriculares dos alunos da ESDI, Escola Superior de Desenho Industrial.
Na exposição, as pessoas poderão experimentar a música que tem em cada camiseta. É ver (e ouvir) pra entender. As camisetas estarão à venda também.
O Pavão acontece esta sexta, dia 27 de novembro. A exposição começa as 19h, e os shows as 21h. A ESDI fica na Rua Evaristo da Veiga, 95, na Lapa. Os ingressos custam R$ 6,00 (antecipado) ou R$ 8,00 (na hora do evento).
Eu sou do samba, gosto de cantar / Sou do pandeiro, sou de batucar / Eu rodo a saia pra lá / Eu rodo a saia pra cá esclarece Clarice já nos versos iniciais da música que abre seu primeiro disco. E ela é tudo e mais um pouco o que diz a letra de Meu saravá, música de Tuninho Galante e Marceu Vieira que é feita sob medida para a moça.
Clarice (claricemagalhaes.com) é do pandeiro, da Lapa, Santa Teresa, do Choro na Feira de Laranjeiras. É samba atual, do século XXI, mas que leva a alma de samba antológico, atemporal, daqueles mais bonitos e inesquecíveis. Foi um Rio que passou em minha vida.
três destaques O pescador e a sereia Tempo bom, parceria com Domenico Lancellotti
Juros de mora
A banda gaúcha formada pelos dois praticantes de meditação Nenung e Irínia chega ao seu quinto disco. E parece que o caminho deles leva mesmo à elevação. O disco é melhor do que o último Laranjas do Céu, lançado em 2005, que já era melhor do que os anteriores.
A culpa podia até cair sobre a produção da dupla Berna e Kassin, ou a participação de Dado Villa-Lobos, Moreno Veloso, Domenico Lancellotti e Jimi Joe. Mas as músicas provam por si só que a qualidade do disco não dependia muito de toda essa galera. Além das músicas ótimas, os Darma Lóvers (www.darmalovers.com) soam mais como banda neste lindo Simplesmente.
três destaques Canção para minha morte A teia da tela, que fala da hiperconectivade que vivemos hoje Gente de classe, um belo Rock
Pra quem de vez em quando perde a esperança achando que as crianças de hoje quase não tem opções de qualidade, este ano tem pelo menos duas ótimas alternativas: o segundo disco de Adriana Partimpim, projeto infantil da cantora Adriana Calcanhotto e o Pequeno Cidadão, projeto infantil de Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Taciana Barros e Antonio Pinto. Os dois são música infantil pra adulto nenhum botar defeito e ainda querer escutar sem parar!
três mais três destaques
da partimpim: Gatinha manhosa
Baile particumdum
Na massa
do pequeno cidadão: O “x”
O sol e a lua
Pequeno cidadão
Segundo disco da cantora paulistana (www.anacanas.com). Corajosa, ela aposta no Rock em um disco cheio de gritos e berros que não soam chatos nem clichê. Bom do começo ao fim, o disco é recheado de parcerias com Liminha e Arnaldo Antunes, que ajuda na berraria da ótima primeira faixa: Na multidão.
três destaques
A energética regravação de Chuck Berry Fields Forever, escrita por Gilberto Gil e gravada pelos Doces Bárbaros Coçando
Na medida do impossível
Surf Music made in Brasília? Sim, oSurf Stereo Music (www.myspace.com/superstereosurf) consegue som mais inspirado do que muito banda praiana por aí. O som é todo instrumental, e o segundo disco dos caras,Antes do Baile, só tem musicão!
três destaques
Thunder, um homem chamado trovão
Curtindo a vida adoidado
A balada do pistoleiro