Talvez alguns não se considerem enquadrados nesse termo, mas acho que, de uma forma ou de outra, todos dessa seleção tem uma relação forte com o samba e, conseguiram em suas carreiras levar ao gênero novas alternativas, fazendo um samba do século XXI. Mesmo a mais antiga da lista, a banda Mulheres q dizem sim, de Domenico, Pedro Sá, Maurício Pacheco e Palito, que começou e terminou no século passado.
Domenico aparece também com o +2, numa versão ao vivo e exclusiva de Te convidei pro samba, e também na banda de Rubinho Jacobina, a Força Bruta. Pedro Miranda canta Meio-tom, de Rubinho, e Clarice Magalhães, amiga de Pedro Miranda e Domenico, canta Juros de mora.
Pedro Sá produziu o disco de Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, mais influenciados por Mulheres q dizem sim do que o Los Hermanos.
Na lista ainda tem os paulistanos Céu, Kiko Dinucci e Maurício Pereira, e a carioca Antonia Adnet, com participação de Roberta Sá.
Não é toda hora que surgem ideias simples e geniais. Bruno Natal e Alexandre Matias do portal OEsquema iam fazer um disco de remixes pro verão, chamando artistas e djs. Ainda bem que mudaram de ideia, na verdade por falta de recursos e pra simplificar a coisa, e chamaram alguns artistas para gravarem versões baseadas em violão de músicas proprias. Ficou despretensiosamente muito bom. Disseram que sentiram um clima “águas de março”.
Na coletânea, que estão soltando aos poucos nos blogs URBe e Trabalho Sujo (de Bruno Natal e Alexandre Matias, respectivamente) tem Kassin, Nina Becker, Do Amor, Wado, Momo, João Brasil, Frank Jorge, Gabriel Thomaz, Curumin, Lulina, Burro Morto, Ava e Lucas Santtana. Acho que ainda tem mais. Estou coletando o que achei. Mas eles garantem que no final soltam todas juntas lá no OESQUEMA.
Além de trabalhar como designer, fazer camisetas, brincar de DJ uma vez por ano, e limpar as sujeiras do meu beagle, mantenho desde 2003 uma rádio virtual no meu site www.philippeleon.com.
Teve inicialmente a função de mostrar as possibilidades de streaming em sites para possíveis clientes. Depois começou a ser uma via de diálogo sobre música com os amigos. Fazia atualizações que começaram semanais, e foram se tornando esporádicas. Ficou meio esquecida por um tempo, e voltou à ativa tem mais um ano.
Agora no começo de 2010 resolvi atualizar a rádio de uma nova forma: criar um programa quinzenal de 30 minutos, com um tema ou não. O exercício de criar programas coerentes (ou nem tanto) é muito gostoso. Tenho vontade de transformar a maioria dessas músicas selecionadas em camisetas.
O primeiro programa foi ao ar no sábado de carnaval e foi um especial sobre o tema. No segundo fiz um pequeno apanhado de músicas que estava com vontade de compartilhar com as pessoas, não necessariamente coisas novas e fresquinhas. O terceiro programa foi ao ar hoje. Acabou de sair do forno!
Quem ainda não se rendeu aos encantos do som de Céu bom sujeito não é. Ainda é necessário comentar sobre, mesmo tendo sido lançado ainda no ano passado, e já ter dado tanto o que falar. Tudo no trabalho de Céu encanta, suas músicas, arranjos, sua malemolência, sua confiança, a imagem do seu som, e sua própria imagem, que é mais do que colírio.
Vagarosa é dez vezes melhor que o primeiro disco de Céu, de 2005, mesmo considerando que o primeiro é também um discaço!
três destaques sobre o amor e seu trabalho silencioso bubuia (com Anelis Assumpção e Thalma de Freitas) cordão da insônia
Mas é quase irresponsável apontar preferidas ou melhores músicas neste disco.
Wado chega ao quinto disco sem deixar a peteca cair. Afinal não é mais qualquer artista que lança dois discos de estúdio em dois anos mantendo (ou aumentando) a qualidade. Atlântico Negro é primo-irmão de Terceiro Mundo Festivo, seu antecessor, de 2008.
Em uma matéria para a Gazeta de Alagoas, Wado comenta o disco faixa a faixa.
três destaques Cordão de isolamento
a balada Frágil
a regravação funk carioca Rap Guerra no Iraque
Neste segundo disco Nervoso assume a banda na linha de frente e divide com ela o título. Mas o disco é uma natural continuidade do primeiro, Saudade das minhas lembranças, de 2004.
O álbum funciona num crescendo, começa com um solo de piano (Antes), passa por Eu que não estou mais aqui, música que teve o ótimo clip premiado, produzido pela atriz Guta Stresser. Mas o ponto alto do disco chega quase no final, com esse trio parada-dura:
três destaques Uma simples questão, com coro infantil Minha tranqüilidade, um ska rascante, candidato a hino do Nervoso e os Calmantes Bloco neguinho, incrível música de Gustavo Benjão, da época do Carne de Segunda, que ganha versão pista-de-dança
ano de lançamento: 2009
Pra quem ainda não conhece, a TRÊS AO CUBO desenhou em parceria com o Nervoso e os Calmantes esta camiseta.
Rockted (www.rockted.com.br) é uma banda carioca batalhando seu espaço merecido. Rafael, Eric, André e Rubem fazem um Pop Rock azeitado, pronto pra virar hit de verão. Preocupados não só com o som, mas também com a imagem, os shows contam sempre com projeções sincronizadas e eles estão a toda produzindo clipes, dos mais profissionais aos mais caseiros e criativos, como o da música Um pouco mais, no qual “mostrinhos” atacam de vocalistas. Vale a pena assistir (o vídeo está aí embaixo).
Os caras são tão profissas que já tinham até camisetas prontas. A TRÊS AO CUBO fechou uma parceria para vender estas camisetas, as do K grandão, masculina e feminina. A ideia é que em breve novas estampas baseadas nas músicas do Rockted pintem por aí.
Os caras são tão profissas que já tinham até camisetas prontas. A TRÊS AO CUBO fechou uma parceria para vender estas camisetas, as do K grandão, masculina e feminina. A ideia é que em breve novas estampas baseadas nas músicas do Rockted pintem por aí.
Para comprar as camisetas, vá direto à loja virtual da TRÊS AO CUBO: masculina e feminina.
Eu sou do samba, gosto de cantar / Sou do pandeiro, sou de batucar / Eu rodo a saia pra lá / Eu rodo a saia pra cá esclarece Clarice já nos versos iniciais da música que abre seu primeiro disco. E ela é tudo e mais um pouco o que diz a letra de Meu saravá, música de Tuninho Galante e Marceu Vieira que é feita sob medida para a moça.
Clarice (claricemagalhaes.com) é do pandeiro, da Lapa, Santa Teresa, do Choro na Feira de Laranjeiras. É samba atual, do século XXI, mas que leva a alma de samba antológico, atemporal, daqueles mais bonitos e inesquecíveis. Foi um Rio que passou em minha vida.
três destaques O pescador e a sereia Tempo bom, parceria com Domenico Lancellotti
Juros de mora
A banda gaúcha formada pelos dois praticantes de meditação Nenung e Irínia chega ao seu quinto disco. E parece que o caminho deles leva mesmo à elevação. O disco é melhor do que o último Laranjas do Céu, lançado em 2005, que já era melhor do que os anteriores.
A culpa podia até cair sobre a produção da dupla Berna e Kassin, ou a participação de Dado Villa-Lobos, Moreno Veloso, Domenico Lancellotti e Jimi Joe. Mas as músicas provam por si só que a qualidade do disco não dependia muito de toda essa galera. Além das músicas ótimas, os Darma Lóvers (www.darmalovers.com) soam mais como banda neste lindo Simplesmente.
três destaques Canção para minha morte A teia da tela, que fala da hiperconectivade que vivemos hoje Gente de classe, um belo Rock
Pra quem de vez em quando perde a esperança achando que as crianças de hoje quase não tem opções de qualidade, este ano tem pelo menos duas ótimas alternativas: o segundo disco de Adriana Partimpim, projeto infantil da cantora Adriana Calcanhotto e o Pequeno Cidadão, projeto infantil de Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Taciana Barros e Antonio Pinto. Os dois são música infantil pra adulto nenhum botar defeito e ainda querer escutar sem parar!
três mais três destaques
da partimpim: Gatinha manhosa
Baile particumdum
Na massa
do pequeno cidadão: O “x”
O sol e a lua
Pequeno cidadão
Segundo disco da cantora paulistana (www.anacanas.com). Corajosa, ela aposta no Rock em um disco cheio de gritos e berros que não soam chatos nem clichê. Bom do começo ao fim, o disco é recheado de parcerias com Liminha e Arnaldo Antunes, que ajuda na berraria da ótima primeira faixa: Na multidão.
três destaques
A energética regravação de Chuck Berry Fields Forever, escrita por Gilberto Gil e gravada pelos Doces Bárbaros Coçando
Na medida do impossível
Surf Music made in Brasília? Sim, oSurf Stereo Music (www.myspace.com/superstereosurf) consegue som mais inspirado do que muito banda praiana por aí. O som é todo instrumental, e o segundo disco dos caras,Antes do Baile, só tem musicão!
três destaques
Thunder, um homem chamado trovão
Curtindo a vida adoidado
A balada do pistoleiro
Desde os Titãs do Iê Iê, que depois virou Titãs, cantando Demais no primeiro disco, Arnaldo (www.arnaldoantunes.com.br) já tinha dado a deixa de que esse disco um dia iria acontecer. Som dos 60 com 2000 em músicas que colam no ouvido! Depois de dois discos sem bateria, Arnaldo volta em forma pra fazer dançar!
Lançamos a camiseta it’s only iê iê iê but i still like it uma semana antes desse disco, sem nem saber que ele seria lançado! Feliz coicidência com Arnaldo Antunes.